Como tratar a fratura de fêmur em crianças?

  • 18 de outubro de 2016
Fratura Criança

Fraturas em crianças e adolescentes evoluem de maneira diferente das fraturas em adultos. Isso se deve por causa das características anatômicas do osso nessa faixa etária e do seu potencial de crescimento. Segundo o ortopedista Roberto Guarniero, uma fratura do fêmur, por exemplo, pode ocasionar um encurtamento do osso ou, às vezes, até, um alongamento por causa do organismo em crescimento.

A conduta comumente adotada na ortopedia é dividir as crianças em faixas etárias, para dar o melhor encaminhamento para cada uma delas.

“Você divide, mais ou menos, do recém-nascido aos seis ou sete anos, dos sete aos doze, treze e a partir dos treze, já fica quase igual a tratar um adulto”, esclareceu o pediatra em entrevista ao programa Cotidiano, da Rádio Nacional de Brasília.

Bem menos comuns do que em adultos, as fraturas infantis de fêmur representam cerca de 1% de todas as fraturas pediátricas, segundo o Hospital Infantil Sabará. Mas, pelas complicações significativas que podem surgir a partir destas lesões, Guarniero acha importante alertar sobre a prevenção das fraturas infantis. De acordo com ele, os pais ficam muito ansiosos para que as crianças façam rápido as coisas, como andar de bicicleta, patins, skate e, muitas vezes, não respeitam o momento adequado. “A primeira prevenção é não estimular demais a criança, você tem faixas etárias para experimentar as coisas, para ter compreensão das coisas”, recomenda.

A grande maioria das fraturas do fêmur infantil são tratadas com imobilização por meio do gesso. Em crianças maiores de seis anos, até a adolescência, pode ter indicação de um procedimento cirúrgico, utilizando hastes intramedulares, placas ou parafusos para alinhar os fragmentos ósseos.