Conheça a diferença entre fratura e torção de tornozelo

  • 18 de outubro de 2016
tornozelo

No Brasil, segundo uma pesquisa do ortopedista Marcelo Tostes (SP), chegamos a 18 mil entorses por dia – ou 750 entorses por hora. Por isso é bom dar mais atenção e evitar o movimento forçado – ou alucinado – do tornozelo.

Já o ortopedista Marcelo Loquette aponta que caminhadas sem rumo, jogos esportivos em terrenos irregulares, falta de alongamento antes das atividades físicas, e sedentarismo são os principais fatores para a entorse do tornozelo. “Quando torcemos o tornozelo, há um estiramento abrupto dos ligamentos que compõem essa articulação, podendo levar a uma ruptura ligamentar, ou até uma fratura óssea”, declara o médico.

E por que não se deve ignorar aquela torção básica, adquirida quando você tava indo da sala para a cozinha? “A lesão ligamentar mal tratada pode gerar instabilidade do tornozelo, dor crônica e seguidas entorses de repetição. Já quando temos uma lesão óssea, a negligência do tratamento pode gerar falha de consolidação, com inchaço contínuo, dor e incapacidade de movimentação”, completa o médico.

Por isso que, muitas vezes, algumas pessoas costumam torcer o pé várias vezes ao ano, chegando ao ponto de sempre precisar enfaixar ou imobilizar. “Isto é especialmente observado em pessoas que, após a primeira entorse, não realizaram a reabilitação fisioterápica recomendada. A fisioterapia após uma entorse visa a analgesia (melhora da dor), ganho de propriocepção (sensibilidade ao toque), ganho da amplitude do nosso arco de movimento e reforço muscular”, declara.

Há algo que possamos fazer para minimizar os danos ao tornozelo na hora da torção? Segundo o médico, há sim. “Podemos utilizar algumas imobilizações, como órteses que mantém o tornozelo mais firme dentro do calçado, bem como confeccionar uma ‘botinha’ de esparadrapo, o que dá uma segurança muito maior para a realização de práticas esportivas”, aponta.

Para quem torceu o pé e precisou de fato imobilizá-lo, as lesões mais leves podem melhorar de 3 a 5 dias com medicação anti-inflamatória, gelo e repouso. “Nas lesões mais graves, é necessário por vezes a realização de 2 semanas de imobilização. As lesões ósseas (fraturas) requerem 1 mês de repouso, seguidas de fisioterapia”, destaca Loquette.

E como é que podemos saber se foi só torção e não fratura? Quais as características de uma e de outra? “Existem critérios que norteiam para fratura óssea após uma entorse de tornozelo, tais como incapacidade de permanência sobre o membro acometido; dor à palpação óssea; incapacidade de dar 4 passos seguidos”, encerra.