Medicações devem ser ajustadas após uma fratura

  • 18 de outubro de 2016
Fratura

Segundo um artigo publicado na revista médica JAMA Internal Medicine, os médicos devem ‘desencorajar’ o uso de medicamentos a idosos que possam causar tontura ou perda de equilíbrio e evitar a prescrição de medicamentos que tenham a perda óssea entre os seus possíveis efeitos colaterais.

O alerta vem acompanhado de uma série de outros artigos, publicados no mesmo número da revista, em que outros pesquisadores ressaltam que os médicos não alteram as medicações dos pacientes nos meses seguintes a uma fratura, mantendo aqueles remédios que causam tonturas e perda óssea.

Por isso, a pesquisadora afirma que é urgente que os médicos coordenem seu atendimento com os serviços de ortopedia, fisioterapia e cuidados primários de saúde para reavaliar o uso dos medicamentos por esses pacientes.

“Os resultados sugerem que os médicos não conseguem realizar uma revisão ponderada da medicação para os pacientes com fratura. É imperativo que os pesquisadores e médicos trabalhem em conjunto para diminuir esse hiato no tratamento e reduzir fraturas secundárias e suas consequências devastadoras,” disse Sarah.

Os dados publicados pela revista mostram que mais de 20% das pessoas mais velhas que quebram o quadril morrem dentro de um ano – uma taxa de mortalidade de duas a quatro vezes maior do que entre as pessoas ilesas da mesma idade e sexo.

Outras complicações dos ossos quebrados entre os idosos incluem dor, depressão, infecções, declínio funcional e fraturas subsequentes.